O objetivo da existência física e o exercício da função da Escola Estadual “Prof.ª Maria Elza F. Inácio” estão intrinsecamente ligados ao processo de construção e ocupação do Residencial Marechal Rondon (1993-1994). Quanto à legalização e a condução do processo político-pedagógico coube aos gestores da unidade escolar junto às instâncias superiores, principalmente a SEDUC e o MEC.
Estando o bairro e, consequentemente, a escola construídos, a superintendente Regional de Educação e Cultura de Rondonópolis Profª. Maria Perpetua Teixeira de Oliveira Stefanini requereu junto ao secretario de Educação de Mato Grosso Prof. Natal da Silva Rego a criação da unidade escolar que seria denominada E. E. I. Grau “Prof.ª Maria Elza Ferreira Inácio” em homenagem à dedicada professora Maria Elza, grande profissional que prestou seu trabalho no período de 1.970 a 1987 contribuindo com sua parcela educativa à sociedade rondonopolitana. A escola foi inaugurada no dia 22 de outubro de 1993, iniciando suas atividades no dia 21 de fevereiro de 1.994, ocorrendo a primeira atribuição de classes e/ou aulas no dia 25 de fevereiro de 1994, sob a coordenação da possível diretora Cleti Honória da silva. Até esta data, não existia nada além do prédio da escola e os profissionais, não havia nenhum móvel, nenhum equipamento.
E assim surge na cidade de Rondonópolis mais uma escola para atender a clientela do Residencial Marechal Rondon e a população dos bairros e chácaras circunvizinhos, cumprindo o seu papel na sociedade.
Partindo do pressuposto de que é necessário construir uma escola pública democrática de qualidade, transformadora, com política educacional que direciona suas atividades para uma visão de mundo, de sociedade, de educação, e de homem, que não fundamente sua metodologia em técnicas ultrapassadas, improdutiva, mas que trabalhe o aluno contextualizado. Esta unidade escolar, na sua totalidade, envolvendo seus profissionais e comunidade local, já desde o primeiro ano de funcionamento, 1.994, busca fundamentos teóricos práticos para possível compreensão do contexto, das relações que interferem direta ou indiretamente na prática do cotidiano escolar.
No início do mês de março, a escola recebe os móveis essenciais para o início das aulas, bem como o diretor nomeado, professor Altair Benedito da Silva que administrou a escola de março de 1994 à fevereiro de 1995.
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Prof.º Áltair Benedito da Silva - Gestão 1994
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Como primeiro administrador da escola enfrentou, juntamente com os demais profissionais, muitas dificuldades, porém não esmoreceu, buscando melhorar e organizar administrativamente a escola. Dentre as atividades coordenadas em sua gestão destaca-se:
- Solicitação e aquisição dos bens essenciais para o funcionamento da Unidade Escolar (uma luta incansável, com muitas idas à Cuiabá);
- Elaboração e encaminhamento do processo de criação da Escola e autorização para o funcionamento do então 1.º
- Grau Regular e Suplência;
- Organização do primeiro quadro de pessoal;
- Elaboração do Regimento Escolar;
- Criação do logotipo (slogan) da Escola;
- Tentou uniformizar os alunos, organizando a confecção do uniforme, com o logotipo
A Escola “Prof.ª Maria Elza Ferreira Inácio” foi criada pelo Decreto nº 4530/94 publicado no Diário Oficial de 10/05/94.
No início do mês de fevereiro de 1995 toma posse, o diretor eleito pelo voto direto (somente entre os profissionais da escola), professor Áureo José Barbosa, com o propósito de efetuar uma melhoria geral de toda a escola, desde as atividades pedagógicas, a disciplina dos alunos, a conquista junto à Seduc de recursos materiais e financeiros e integração escola – comunidade. Na sua gestão, de fevereiro de 1995 à janeiro de 1996, destacaram-se as seguintes atividades:
- Maior envolvimento dos professores nas questões pedagógicas;
- Melhoria no visual das dependências administrativas;
- Aquisição de mais móveis e equipamentos para a escola;
- Criação e confecção da bandeira da Escola;
- Arborização de toda a escola, inclusive a quadra de esportes;
- Realização da primeira Festa Junina;
- Participação pela primeira vez do desfile de 07 de setembro;
- Incentivo aos profissionais para lutar pelos direitos, principalmente salário digno;
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Prof.º Áureo José Barbosa - Gestão 1995
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Em 1995, após anos de lutas da categoria, finalmente o governador Dante Martins de Oliveira implanta a Gestão Democrática (ainda não legalizada), portanto, ao final do ano corrente haveria eleição para diretor da Escola. Segundo a normativa, o candidato teria que passar por um teste escrito e o professor Áureo não poderia concorrer novamente ao cargo.
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Escola Estadual "Professora Maria Elza Ferreira Inácio" - 1995 |
A professora Marta Gomes Pinheiro Miranda se candidatou, foi aprovada no teste e eleita pela comunidade para a gestão 1996/1997. Tomou posse em 30 de janeiro de 1996.
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Prof.ª Marta Gomes - Gestão 1996/1997
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Finalmente é publicada a autorização do funcionamento do Ensino Fundamental através da Resolução nº 024/96 CEE/MT, no Diário Oficial de 07/03/96.
Foi um ano muito difícil, o grupo ainda não era integrado e houve uma drástica redução do número de funcionários (principalmente da limpeza). Além disso, os salários dos profissionais estavam sempre atrasados e a clientela era muito rebelde. Não havia ainda definida uma proposta política a ser executada pela escola, a equipe técnica se resumia na pessoa da diretora, uma supervisora e o especialista, nem mesmo secretária a escola tinha, pois nenhuma das técnicas quis assumir a função. A escola não recebia recursos para manutenção (durante o ano inteiro foi repassado uma única parcela de recursos financeiros para manutenção), o Conselho Deliberativo já existia, porém além de pouco participativo, não era legalizado.
Diante de tantas dificuldades, a diretora Marta, com apenas um ano de trabalho, resolveu renunciar ao cargo, justificando sua decisão em assembléia geral ocorrida em 19/12/1996. Nesta assembléia formou-se uma comissão para realização de nova eleição e ocorreu a escolha do diretor pró-tempore, professor Francisco Alves sobrinho, seguindo os trâmites legais
Mesmo diante de todas as dificuldades, ainda foi possível conduzir as seguintes atividades:
- Leitura e discussão dos parâmetros curriculares nacionais, propondo a organização do currículo da escola;
- Envolvimento dos profissionais, dos alunos e da comunidade na leitura e discussão do SUDEB (Sistema Único da Educação Básica), preliminares para a organização da Educação Básica atualmente;
- Incentivo ao uso de metodologias diferenciadas em sala de aula;
- Luta pela criação da biblioteca através de doações pessoais e por correspondência;
- Realização do bingo para compra de livros para pesquisa;
- Realização da primeira feira científica na Escola;
- Organização e incentivo à participação dos alunos e professores na Feira Científica municipal (Feira da Vila Aurora);
- Incentivo à organização de apresentações culturais e cívicas na Escola;
- Mediação e condução para a existência de um clima harmônico no interior da escola;
- Realização do passeio no dia dos professores;
- Incentivo à luta por melhores condições salariais e de trabalho;
- Organização para legalização do CDCE;
- Organização dos documentos de legalização da Escola.
A professora Ângela Maria Xavier Dornelas é eleita pela comunidade para concluir a gestão 1996/1997, tomando posse em janeiro de 1997.
A equipe administrativa da Escola, percebendo a grande demanda de jovens e adultos que necessitavam da conclusão de seus estudos de forma mais acelerada, devido à exigência do mercado de trabalho, como também, com objetivo de melhor atender esta comunidade organiza e encaminha à SEDUC toda a documentação necessária para implantação, ainda em 1.997, da Educação de Jovens e Adultos – modalidade suplência no ensino Fundamental –, que foi autorizada pela Resolução nº 148/98 – CEE/MT, publicada no Diário Oficial de 06/07/98.
Ao final de 1997, com o propósito de dar seqüência ao trabalho iniciado, a Professora Ângela se candidata para a gestão 1998/1999, recebendo grande apoio de toda a comunidade escolar.
Em sua administração houve vários avanços tanto na dimensão pedagógica, quanto administrativa.
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Prof.ª Ângela Maria Xavier- Gestão 1997/1999
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A escola, agora, funcionava legalmente com duas modalidades de ensino, o Ensino Fundamental Regular (seriado) e a Suplência I e II, o que favoreceu o aumento da clientela e sua permanência na escola até a conclusão das séries ofertadas pela escola.
Nesse período, as discussões pedagógicas se voltam basicamente para a organização do currículo e o processo de avaliação. Nesse sentido, começam a haver mudanças, uma vez que a escola passa a valorizar o aluno na sua produção diária, reduzindo a nota da “prova” pela metade, sendo a outra parte destinada ao desempenho do aluno no decorrer do processo. Apesar das dificuldades iniciais, esse foi um passo significativo para a implantação de um processo avaliativo participativo, abrangente, cumulativo, processual e diagnóstico, enfim mais justo.
Além do processo avaliativo, as discussões passam também pelas mudanças na estrutura da oferta do Ensino Fundamental, de acordo com as propostas do Sistema Estadual de Educação.
Em 1998, é implantado o CBA I (Ciclo Básico de Alfabetização) que seria a base para a organização do Ensino Fundamental em Ciclo de Formação Básica em 08 anos . Porém na segunda metade do ano de 1999, o Sistema Estadual de Ensino lança a proposta de organização do Ensino Fundamental em três ciclos de três fases cada, totalizando 09 anos.
Os profissionais da Escola Maria Elza, mais uma vez, discutem amplamente acerca da estruturação do Ensino Fundamental, inclusive avalia o CBA, fazendo um paralelo entre o ensino seriado e o ciclado, bem como entre o processo avaliativo processual e o da “nota” e decidem por unanimidade aderir à Escola Ciclada de 09 anos a ser implantada no ano seguinte (2000).
Em 1.999, mais uma vez para melhor atender a comunidade, a equipe administrativa da Escola organiza os documentos para a implantação do Ensino Médio Modalidade Educação de Jovens e Adultos, o qual foi implantado neste mesmo ano, autorizado através da Resolução nº 249/2.000 CEE/N, publicada no Diário Oficial de 13/11/2. 000.
Ainda em 1998 a professora Ângela, juntamente com sua Equipe e o CDCE, conseguiram através do Fundo Estadual de Educação obter recursos para a execução de pequenas reformas na Escola, sendo possível aplicar:
- No levantamento do muro de toda a Escola;
- Na construção da passarela de entrada da escola;
- Na construção de um depósito;
- Na construção dos banheiros na sala dos professores;
- Na reposição dos ventiladores das salas de aula.
Neste período a Merenda Escolar passa a ser administrada pelo gestor e CDCE, através da proposta de Escolarização da Merenda, sendo então mais uma atividade a ser organizada pela escola.
Na segunda metade do ano de 1999, a SEDUC em parceria com o MEC e o BIRD implanta o PDE – Plano de Desenvolvimento da Escola em algumas escolas, dentre as quais está a E.E. “Prof.ª Maria Elza Ferreira Inácio”. Após amplas discussões acerca da proposta e do investimento (muito reduzido), os profissionais assinam a adesão, partindo para a organização tentando seguir a rigidez dos critérios, os quais foram de início muito complexos e confusos. Porém, foi o princípio da organização de todas as atividades desenvolvidas na escola que passam a ser mais bem planejadas e registradas.
Outras atividades conduzidas em sua administração foram:
- Reelaboração do PPP e do Regimento Escolar;
- Legalização do CDCE;
- Incentivo a participação dos alunos nos eventos científicos e culturais;
- Busca da parceria junto aos pais pelo combate à violência na Escola e depredação do Patrimônio Público;
- Incentivo à prática democrática no ambiente escolar.
Ao final do ano de 1999, em consonância com a Lei n.º 7.040/1998 CEE/MT, ocorre o processo eleitoral para direção da Escola (biênio 2000/2001), havendo concorrência entre dois candidatos: o professor Francisco Alves Sobrinho e a professora Odete Aparecida da Silva Paula, sendo que a última foi a vencedora. A eleição ocorreu no dia 23 de outubro de 1999, com a participação de toda a comunidade escolar.
A diretora eleita, professora Odete Aparecida da Silva Paula passou ainda por mais duas eleições consecutivas, administrando assim a Escola por três gestões nos seguites biênios: 2000/20001, 2002/2003 e 2004/2005.
Durante esse período foi apresentado um plano de trabalho que implementasse toda a estrutura administrativa e pedagógica da escola, pois para gerenciar uma escola é necessário definir alguns procedimentos específicos e imprescindíveis para seu funcionamento. Dessa forma foi propiciada a continuidade ao processo de reorganização administrativa e pedagógica, ampliando a ação educativa, investindo na escola enquanto espaço sócio-cultural privilegiado onde todos interagem, constituindo sujeitos de sua aprendizagem e de sua própria história.
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Prof.ª Odete Aparecida - Gestão 2000/2005
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A direção da Escola confiante, crendo que com o trabalho interativo, somado às inúmeras experiências e o compromisso de todos os professores, coordenadores, especialista, apoio administrativo e técnicos administrativos, poderiam concretizar as ações propostas, atestando a seriedade e a responsabilidade de todos os profissionais da Escola Maria Elza na construção de uma escola pública democrática e de qualidade. Todos os trabalhos foram direcionados rumo a uma escola democrática, preocupada com a qualidade, assumindo principalmente uma mudança de postura frente às ações realizadas, visando o trabalho coletivo, respeitando a legislação vigente, tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como as do Sistema Estadual de Educação. Sendo assim, pode-se elencar as principais atividades, dentre a tantas outras realizadas no período:
- Investimento na construção de um ambiente que favoreça a participação coletiva e integrada de todos para que o trabalho diário e pedagógico se fortalecesse, todos os profissionais sendo ouvidos, delegando responsabilidades, mostrando o compromisso e a importância do papel de cada um para o bom andamento do processo, respeitando as decisões tomadas em grupo, valorizando o trabalho participativo;
- Melhoria na relação da escola com a comunidade, valorizando a participação dos pais e alunos nas ações coletivas e nas tomadas de decisões;
- Fortalecimento da participação do Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar em todas as dimensões consultando e deliberando todas as ações da escola;
- Busca na melhoria de atendimento à comunidade, ampliando a oferta através da regularização da implantação do Ensino Médio na modalidade Suplência em 2000 e da implantação do Ensino Médio Regular em 2001;
- No ano letivo de 2002 é implantada a Educação de Jovens e Adultos – EJA no Ensino Fundamental e Médio;
- Realização da primeira Avaliação Institucional;
- Implantação do Projeto Família na Escola, onde todos os pais participam e se interam da vida escolar de seu filho(a) bem como na orientação e participação de todas as ações desenvolvidas no interior da escola;
- Valorização e autonomia da Coordenação Pedagógica no processo ensino-aprendizagem;
- Redimensionamento do espaço da secretaria da escola para melhor atender as necessidades da escola;
- Fortalecimento das relações inter-pessoais no interior da escola, rompendo com a divisão dos turnos, diminuindo os problemas de relacionamento e interação entre os segmentos;
- Divulgação das várias atividades pedagógicas, projetos e eventos nos meios de comunicação;
- Reelaboração do Regimento Escolar com a participação de todos os segmentos e da equipe gestora, regulamentando internamente as ações de acordo com a legislação;
- sReelaboração do Projeto Político Pedagógico no qual todas as dimensões foram pensadas e articuladas, dando ênfase à dimensão pedagógica;
- Implantação e solidificação da Escola Ciclada (09 anos);
- Avanço no processo de avaliação da aprendizagem dos alunos;
- Inovação no currículo, inserindo a prática de Projetos, com maior envolvimento do educando em seu processo de aprendizagem, diminuindo o índice de evasão escolar;
- O Currículo foi reelaborado, aproximando os conhecimentos escolares às reais necessidades do aluno;
- Implementação e fortalecimento do PDE;
- No ano de dois mil a escola recebe o primeiro recurso financeiro do PDE/PME/Fundescola (Plano de Desenvolvimento Escolar) que veio com o objetivo de gerenciar as ações financiáveis e não financiáveis bem como as ações pedagógicas no interior da escola;
- Os investimentos oriundos da Secretaria de Educação e de recursos próprios foram administrados junto ao Conselho Deliberativo Escolar e prestados contas junto ao Fundo Estadual de Educação;
- Reforma da escola no ano de dois mil e um no valor de sessenta e três mil reais na qual foi prestado contas junto ao Fundo Estadual de Educação, sem nenhuma restrição e em seguida aprovação no diário oficial;
- Valorização e viabilização para a execução de projetos de cunho social e cultural;
- Resgate da Festa Junina;
- Implantação do Grande Festival da Primavera que passa a constituir tradição na Escola;
- Primeira participação da escola no Festival de Dança da Academia Líder de Artes, no qual foram revelados vários talentos.
- Melhoria da credibilidade da escola pela comunidade, propiciando o aumento da demanda de alunos, sendo que no ano de mil novecentos e noventa e nove era de seiscentos alunos e em dois mil e cinco a escola inicia o ano letivo com um mil cento e setenta alunos o que comprova o grande avanço;
- Elaboração e encaminhamento do Projeto solicitando a cobertura da quadra, a construção de mais três salas de aula e do laboratório de informática no ano de dois mil junto a SEDUC;
- No ano de dois mil e cinco houve a aprovação dos mesmos com a presença da Secretária de Educação Ana Carla Muniz na escola que fez muitas promessas, mas encerrou-se o ano sem a concretização dessas construções;
- Formalização oficial do MEC da implantação do Laboratório de Informática, mas nada de concreto;
- Investimento na informatização da secretaria da escola e do setor pedagógico, onde houve avanços na melhoria das ações administrativas e do processo ensino- aprendizagem;
- Foram adquiridos vários equipamentos e mobiliários a fim de fortalecer as ações pedagógicas com recursos próprios, como também com recursos oriundos da SEDUC e MEC, através do PDE, PDDE e PME;
- Substituição de todo o mobiliário das salas de aula, no ano de 2004;
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Escola Estadual "Professora Maria Elza Ferreira Inácio" - 2005 |
O crescimento de todas as ações da escola se deu através responsabilidade educativa, da troca de experiências e da participação de todos os profissionais da escola envolvidos no processo.
A avaliação que a diretora faz da sua gestão é que a escola durante esse período conseguiu definir sua própria identidade e seu nível acadêmico, sabendo que o trabalho deve continuar, pois a aprendizagem e o planejamento da gestão e das ações pedagógicas se dá no dia-a-dia da escola.
A gestão foi finalizada, em 2005, com o cumprimento do papel no aprimoramento do processo ensino-aprendizagem, do trabalho coletivo e do compromisso com a educação.
Conforme a legislação, a professora Odete não poderia se candidatar para mais uma gestão consecutiva e, como ninguém se propõe a assumir tal cargo, inicia-se a busca por alguém que possa assumir a próxima gestão. Após muito diálogo, a professora Marta Gomes Pinheiro Miranda concorda com a sua candidatura à direção da Escola, recebendo o apoio de todos os colegas, por unanimidade. A eleição é realizada em 16/12/2005, com a participação de toda a comunidade escolar.
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Prof.ª Marta Gomes- Gestão 2006/2007
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A professora Marta assume a direção da Escola juntamente com sua equipe, envolvida em outra realidade, pois a escola possui identidade, há propostas sólidas de trabalho, o grupo é coeso, há um inter-relacionamento agradável, aberto e sincero entre todos os segmentos da comunidade escolar. Todo trabalho e toda a preocupação estão voltados para o aluno, na busca constante da qualidade do ensino, através de um trabalho coletivo, aberto e participativo. Esta nova visão de escola e de se fazer educação é fruto de um intenso trabalho realizado nos últimos anos, através de reuniões, estudos e discussões favoráveis ao crescimento profissional do grupo todo, conduzido pela última administração.
Diante desta realidade, é notório o peso da responsabilidade em dar continuidade a este brilhante trabalho. As principais dificuldades encontradas são aquelas relacionadas ao excesso de atividades a realizar-se, diariamente, a fim de atender as exigências do próprio processo educativo e alcançar os objetivos perante a comunidade, aliada à redução dos profissionais imposta nos últimos anos.
Dentre as metas propostas em seu plano de trabalho, foram alcançadas as seguintes no decorrer do ano de 2006 e início de 2007:
A primeira ação a ser realizada foi a cobrança acirrada junto a SEDUC quanto à reforma de toda a Escola, principalmente a substituição do teto e a cobertura da quadra de esportes. Não foi uma tarefa fácil, pois o projeto de reforma da Escola Maria Elza fora engavetado, ou seja, não se cogitava na SEDUC a execução da reforma dessa escola, alegava-se que tinha boa aparência e estava em ótimas condições. Porém a realidade sempre foi outra. Desde 1.994 (1.º ano de funcionamento da Escola) alunos, profissionais e toda a comunidade sempre passaram por complicadas situações no período das chuvas. Sendo assim, a direção organiza comprovações da necessidade da reforma (fotos das salas inundadas, com alunos), anexa justificativa e assinaturas da comunidade escolar e encaminha para representantes do poder legislativo e para vários setores da própria SEDUC. E ainda, aproveita toda e qualquer oportunidade para contatos pessoais com pessoas ligadas à SEDUC e o legislativo estadual. Enfim, a reforma da Escola é garantida, exceto a substituição do teto. Inicia-se nova batalha. Agora é reivindicar a alteração da planilha. Após mais justificativas e diálogo com membros da SEDUC, em janeiro de 2007, o então secretário estadual de educação, Luiz Antonio Pagot visita a escola juntamente com sua comitiva, admitindo a substituição da planilha a fim de que a reforma seja executada para solucionar os problemas existentes e para que o trabalho feito tenha durabilidade;
Sendo assim, no dia 06/03/2007 inicia-se uma ampla reforma da Escola, contemplando, a substituição de todo o teto da escola (incluindo o forro), a substituição de toda a instalação elétrica (inclusive ventiladores), a reforma geral dos banheiros, a substituição da fossa, o remanejamento da cozinha, o polimento do piso, a substituição de toda a pintura, a reforma e cobertura da quadra de esportes.
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Escola Estadual "Professora Maria Elza Ferreira Inácio" - 2005 |
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Escola Estadual "Professora Maria Elza Ferreira Inácio" - 2005 |
Esta reforma propiciará à escola condições para um trabalho mais eficiente, com um melhor atendimento à clientela.
- Quanto ao laboratório de informática, as reivindicações ocorreram somente através dos parlamentares federais, uma vez que o projeto de informatização das escolas pertence ao MEC. No mês de abril a escola recebeu 10 máquinas, com a promessa de implementação. A escola aguarda os móveis e os aparelhos de condicionador de ar para o laboratório;
- Aumento no índice de participação dos pais nas atividades escolares, como eventos, festas, reuniões e palestras;
- Incentivo e viabilização na execução de Projetos Pedagógicos;
- Renovação da autorização da oferta do Ensino Médio EJA e Regular;
- Incentivo e reorganização da formação continuada a todos os profissionais da Escola;
- Reelaboração do PPP;
- Aplicação da avaliação institucional da E. E. “Prof. ª Maria Elza F. Inácio”;
- Incentivo e reconhecimento à prática de igualdade de direitos e deveres aos profissionais;
- Uniformização dos alunos;
- Trabalho com as dificuldades específicas dos alunos, através da articulação pedagógica;
- Parceria com a associação de bairros quanto a união das forças para a realização de alguns eventos, como o Bairro que eu quero, Festa Junina e Festival da Primavera;
- Parceria com o Corpo de Bombeiros na oferta do curso de Karatê aos alunos;
- Parceria com a Academia Líder de Artes quanto ao envolvimento dos alunos da escola Maria Elza nos eventos realizados pela academia;
- Investimento voltado aos recursos tecnológicos, como computador, data show, impressoras, câmara digital, etc a fim de dinamizar o processo ensino-aprendizagem de todas as fases e modalidades;
- Aquisição e reforma de móveis;
Mesmo a escola sendo amplamente reformada, as atividades pedagógicas e administrativas não foram interrompidas, respeitando uma das exigências da SEDUC, como forma de cumprir a legislação ao que se refere aos direitos do aluno, sem maiores prejuízos tanto à escola quanto à comunidade, apesar do sacrifício despendido por todos os segmentos da comunidade escolar frente à realidade e até devido a alguns transtornos provocados pela situação, mesmo porque a reforma segue a passos lentos.
Os profissionais da Escola Estadual “Prof.ª Maria Elza Ferreira Inácio” desenvolvem suas atividades através de um trabalho coletivo, participativo, envolvente e, principalmente afetivo, almejando o sucesso da escola em todos os sentidos. A escola de hoje tem que ser calorosa, humana, não mais com aquela frieza do passado. Tem que haver diálogo e entendimento entre todas as partes envolvidas.