Concepções e Princípios Norteadores do Trabalho Pedagógico
1) Função Social da Escola

A Escola Estadual “Prof.ª  Maria Elza Ferreira Inácio”, tem como função social o desenvolvimento do conhecimento sistematizado e o resgate dos valores éticos e culturais, proporcionando ao aluno seu desenvolvimento enquanto individuo nos diferentes níveis: psicosomático, social, espiritual e intelectual.

2) Princípios Básicos da nossa Escola e do nosso Projeto Político Pedagógico

De acordo com os artigos 14 e 26 do nosso Regimento Interno e de acordo com a nossa realidade, a Escola Estadual “Prof.ª Maria Elza Ferreira Inácio” realizará suas atividades direcionadas pelos seguintes princípios:

a) Valores lógicos: Esses valores respondem às necessidades de conhecer  e explorar em termos científicos o mundo em que vivemos. A ciências, que nasce desta exigência, é simplesmente uma maneira metódica e rigorosa de constatação dos aspectos do mundo empírico, acessíveis à nossa  experiência. O animal explora o ambiente, apenas  em termos biológicos, buscando alimento, proteção ou satisfação sexual. No homem isto se pode elevar até a categoria de necessidade lógica ou de racionalidade – que é uma necessidade sui generis de explicaçãoa. O homem busca conhecimento como o valor lógico com uma dupla finalidade: a de melhor entender o universo e a de conseguir mais um poder sobre ele. Entre estes valores devemos mencionar o erro e a verdade, esta como uma exigência de correspondência perfeita entre o pensamento e as coisas.

A busca da verdade, o raciocínio correto, o conhecimento sistematizado, a relação dos fatos uns com os outros, a valorização da auto-formação e do auto-conhecimento são os valores lógicos e fundamentais na construção do cidadão com cidadania consciente, livre, ativo, capaz de intervir no seu meio. Estes valores não podem ser trabalhados isoladamente. Se a realidade é relativa, o grau de conhecimento de uma verdade depende dos limites de cada um , da capacidade de penetrar nessa realidade. Conhecer a essência de uma verdade, é impossível, sendo ela dinâmica e provisória. Contudo, contentar-se sempre apenas com as aparências das coisas, dos fatos, é desacreditar no poder de pensar, de ser crítico, de mudar algo. Não se pode banalizar  injustiças, violências, misérias, etc, engolir o processo imposto pelo poder dominante, que constrói formas disfarçadas de dominação, de alienação da sociedade, camuflando aspectos comprometedores dessa realidade disfarçada.

Como raciocinar corretamente, se  burguesia dominante nega à classe trabalhadora o direito de pensar, de se apropriar de sua cultura? É necessário organizar o pensamento, buscar fundamentação, dar sustentação a esse pensamento.

Como superar um problema, se não conhece suas raízes, sua causas? Podemos até agir com boas intenções, porém podemos estar contra nós mesmos.

Para ter um conhecimento com fundamentação é necessário sistematizar essa busca. Mesmo os conhecimentos empíricos, de senso comum precisam ser organizados. A neutralidade das coisas, dos fatos, dos acontecimentos só interessa à maioria dominante. É preciso relacionar tudo, questionar sempre buscar os porquês, os para quê, não contentar apenas  com o quanto, o onde e o como.

Buscar ter o senso crítico, não se alienado, é valorizar a auto - formação, o auto – conhecimento. É ser pessoa como ser humano, é relacionar – se verdadeiramente como ser humano no seu todo. É conhecer também o outro como pessoa do jeito que ela é, respeitando a sua individualidade.

b) Valores éticos: Respondem às necessidade de sobrevivência e de harmonia do grupo. O homem desenvolve sua vida, não isoladamente, mas dentro de uma comunidade. Esta deve ser mantida e preservada para o bem do próprio. Esta relação de sobrevivência e bom andamento do grupo com os interesses do indivíduo determina uma grande classe de valores: os éticos ou morais. De acordo com estes princípios estaremos constantemente trabalhando com os nossos alunos valores que obrigam, valores que atraem e valores que autorizam e algumas atitudes.:

- direitos e deveres Desde a Revolução Francesa, criam-se direitos e deveres como princípios essenciais  para todo  ser humano, sem exceção. Esses princípios devem fundamentar a política educacionais, os fins, objetivos e metas da educação. Conhecer seus direitos para defende-los quando necessário e assumir seus deveres com responsabilidade é fundamental no processo de construção da cidadania.

- Cooperação Acreditamos que a educação tem como função  primeira fazer com que os indivíduos descubram o seu papel enquanto pessoas que constroem sua história.
Entendemos que aqueles que vivem em um ambiente democrático, assumindo responsabilidades e se comprometendo com o coletivo se tornarão pessoas comprometidas com  uma sociedade mais justa  e coerente.
Buscando viver relação relações cooperativas, visando diminuir as relações autoritárias e de exploração existentes entre patrão e empregado, adultos e crianças.

- Respeito Respeitar um ao outro é um dever e uma necessidade de cada  ser humano. Somos seres sociais com direitos e deveres, temos obrigações conosco mesmo e com nossos semelhantes. Vivemos dependendo um do outro. Ser nós mesmos, respeitando-nos construímos nossa personalidade.

- Responsabilidade O amanhã depende da nossa liberdade e responsabilidade. Se o homem sente-se incapaz, fracassado, irresponsável, a vida não tem sentido. Portanto, a responsabilidade é indispensável na vida em qualquer contexto para quem assume compromisso consigo mesmo, com o outro e com a sociedade.

- Afetividade Não conseguimos separa aprendizagem da relação afetiva. Só em um clima de afeição e de respeito, o ser humano é capaz de superar e de produzir significativas aprendizagens.
O conhecimento humano passa necessariamente pelo outro, pelos outros que fazem parte de seu contexto social.
A escola precisa ser um local agradável e prazeroso para o aluno, proporcionando, a cada instante, situações que desafiem e que satisfaçam seus interesses e necessidades.

- Solidariedade A solidariedade é fundamental na vida em grupo, pois abre os olhos para nossos problemas e para os problemas sociais. Ser solidário é superar o individualismo egoísta e buscar o crescimento participativo, coletivo. A solidariedade estimula a co-responsabilidade pelo processo democrático.

- Justiça A justiça gera paz, solidariedade, vida, liberdade, participação, respeito. Onde há justiça as pessoas são verdadeiramente humanas, relacionam-se como pessoas.

c) Comunicação: O diálogo é o respeito e entendimento de que todos têm o que dizer. Queremos garantir a fala de nossos alunos para que eles  também  aprendam a ouvir e a respeitar o outro, para que incorporem em suas vidas que todos têm direito de serem ouvidos e respeitados em suas opiniões.
Buscamos as falas dos diferentes personagens que fazem parte da comunidade educativa, sejam adultos ou crianças, alunos, pais, professores, e funcionários. Respeitamos as pessoas a partir de suas histórias e vivências, permitindo o crescimento mùtuo através da livre expressão, da critica e da auto-crítica.

d) Registro à: Para nós, tudo o que é descoberto, vivido e produzido têm um enorme valor e precisa ser registrado, para que possa ser trocado, acrescido e modificado. Quando os nossos alunos se conscientizam do papel de cada um na história de cada grupo, sua responsabilidade e seu trabalho assumem um novo valor.
Nossa proposta almeja a formação de leitores críticos e escritores criativos, exige o cidadão leitor do mundo e fazedor/escritor da história.

e) Cidadania à: Não é educar para a vida, como se a vida da criança e do adolescente não tivesse valor, ou mesmo não existisse. Queremos educar na vida, respeitando cada individua como sujeito político.
O cidadão de hoje precisa ser sujeito do mundo, antenado com tudo o que acontece a sua volta. A escola precisa trabalhar a autonomia  e a emancipação ao invés da dominação e da dependência e garantir a formação de valores éticos e estéticos mais do que apenas  transmitir informações, muitas vezes até a obsoletas.

f) A auto-avaliação à: Proporcionar ao educando a capacidade de acompanhar as próprias transformações provocadas nos processos de ensino-aprendizagem, pois é através da auto-avaliação que se firma a autonomia do aprendiz e se propõe um novo papel para o professor que passa a dar assistência às transformações.
O professor não é soberano, mas um parceiro que testemunha e estimula os progressos individuais do educando.

g) Coexistência harmoniosa da Comunidade Escolar à: Através da sadia convivência, todos os membros da comunidade escolar podem contribuir na formação do educando como uma pessoas solidária.
Neste sentido, a intenção é buscar, permanentemente, formas de aproximar diretor, coordenador pedagógico, professores, pais, alunos e funcionários sempre com o objetivo de harmonizar o ambiente da escola, mitigando os conflitos e valorizando o respeito.

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