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Maria Elza Ferreira Inácio, nasceu em Turiúba, Estado de São Paulo, em 05/02/1946. Filha de Antonio Balduíno Ferreira e Maria Marques Ferreira.
Viveu toda sua infância no município de Araçatuba, Estado de São Paulo, onde cursou o Primário e o Ginásio em colégio de freiras. Gostava de estudar e participar de festas de aniversários, bailes e festas religiosas.
Teve somente um irmão, José Marques Ferreira. Concluiu o Magistério em Cuiabá, capital do Estado. Participou de vários cursos de reciclagem e aperfeiçoamento na área de Educação. Graduou-se em Ciências (licenciatura Curta) no antigo Centro Pedagógico de Rondonópolis (hoje campus Universitário de Rondonópolis) pela Universidade Federal de Mato Grosso.
Casou-se em 1970, com o Sr. Armando Inácio e teve dois filhos: Guilhermina Valéria Marques Ferreira Inácio e John Kleber Ferreira Inácio.
Residiu por 20 anos em Rondonópolis na Av. Mal Rondon, nº 432.
Educadora incansável começou a lecionar muito jovem, isto no ano de 1970. Foi professora em várias unidades escolares de Rondonópolis, entre as quais: Escola Estadual Adolfo Augusto de Moraes, Escola Estadual Major Otávio Pitaluga, e a mais recente Escola Estadual Marechal Dutra, onde em 1986, ministrava aulas de Matemática. Nessa ocasião começou a sentir fortíssimas dores de cabeça, bem como outros sintomas. A doença foi diagnosticada de aneurisma cerebral, em decorrência do rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, o que acarretou-lhe uma paralisação parcial do rosto e do corpo.
A partir de então Maria Elza Ferreira Inácio ficou paraplégica, permanecendo a maior parte do tempo acamada, ou locomovendo-se em cadeira de rodas, recebendo sempre todos os cuidados da família, sobretudo da própria mãe, esposo e filhos. Sua cabeça doía muito, mas sempre se mostrava contente, sem reclamar. Era obesa e possuía um nível de colesterol muito elevado, isto contribuiu para o agravamento da doença. A última vez que chorou, dizem, foi quando assistia a um desfile de 7 de setembro, na cadeira de rodas, em sua residência na Avenida Marechal Rondon. Mesmo apesar de estar desenganada pelos médicos, continuou recebendo todos os cuidados, mesmo sabendo que sua doença era incurável.
Ficou paraplégica por um período de 4 anos e 4 meses, vindo a falecer em 01/01/1991. Era extremamente inteligente, mãe dedicada, professora responsável e de personalidade muito forte. Era professora efetiva (Classe D Nível 6) quando deixou de lecionar na Escola Estadual Marechal Dutra. Faleceu aos 45 anos de idade. Quando adoeceu estava com 38 anos. O seu sepultamento foi realizado no Cemitério da Vila Aurora aos 02/01/1991. Até hoje deixa muitas saudades no meio familiar, educacional e entre os amigos.
Em sua homenagem e merecido reconhecimento, denominou-se a Escola do Residencial Marechal Rondon de Escola Estadual “Profª. Maria Elza Ferreira Inácio”, criada pelo Decreto Governamental n.º 4530/94.
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